sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mudada, eu?



As vezes tenho a impressão de que quando nós, mulheres, queremos muito que algo aconteça, e de fato acontece, parece que de repente estamos dispostas a nos sacrificarmos para manter aquilo.

O aquilo, ou algo a que me refiro é (para variar) um relacionamento amoroso. Só Deus (e minhas amigas mais próximas) sabe o quanto eu sonhei e esperei para conhecer alguém que fosse especial e que me amasse verdadeiramente por quem eu sou.

Quero deixar claro que meu namorado me completa de uma forma muito maior do que algum dia poderia sonhar, o amo de forma 100% inesperada e 100% entregue. Não se enganem, sou uma mulher difícil. Pessoa difícil. Debaixo da pele da Larissa segura, forte, brincalhona, decidida, esforçada, grossa, direta, existe a Larissa insegura, chorona, triste, ansiosa...Ta vai, todo mundo tem os dois lados. Tudo tem os dois lados, e porque em uma relação seria diferente?

Até hoje, eu não tinha percebido isso. Não tinha percebido que muitas vezes me coloco em último lugar (na minha cabeça demonstrava meu amor assim), meu bem estar não era prioridade- confesso que vai demorar um pouco para mudar essa mentalidade. Mesmo tendo que madrugar para ir trabalhar, eu ficava no telefone até a uma da manhã e mesmo caindo de sono não falava que queria desligar (de fato não queria pois era um prazer para mim). Mas também não sou nenhuma Madre Teresa, em compensação, sempre estava cansada e pensando que eu fazia fazia fazia e nada do outro lado - mesmo não querendo, inconscientemente a gente espera a mesma atitude do outro e isso não é bom, pois nos decepcionamos facilmente.

Para minha sorte meu namorado entende esses meus dois lados, e embora as vezes de forma dura, ele me ajuda a enxergar isso. Ele não é perfeito, óbvio ninguém o é, e eu também não quero alguém perfeito. O que importa é que o amo na sua totalidade e estou mesmo disposta a relevar coisas que não me agradam e em troca me adaptar da melhor forma possível.

Da melhor forma possível significa me esforçar para melhorar alguns pontos, não mudar 100% do que sou, afinal ele se apaixonou por mim assim. Sempre repito, peço desculpas pelo que posso fazer de errado não por quem eu sou. Ele sabe disso. Eu havia esquecido.

Havia esquecido que tipo de pessoa que sou. Apaixonada, entregue sim. Sem opinião e maria vai com as outras não.

Nunca podemos esquecer de quem somos, e acima de tudo sermos fiéis sim, em primeiro lugar a nós mesmas. Não tenho medo de dizer que mudei desde que estamos juntos, mas tem coisas, como a minha essência que não posso deixar para trás.

Sou difícil, sou chorona, sensível, curiosa, ciumenta e outras coisas mais. Mas também sou apaixonada, fiel, carinhosa e disposta ao que for preciso para fazê-lo feliz - contanto que isso não signifique ser outra pessoa para manter isso.