sábado, 14 de agosto de 2010

Ah o amor...Vc dá chance para ele?




Há um tempo estava assistindo o canal GNT (ultimamente assistir tv tornou-se um milagre divino), e começou o programa da Oprah. Para quem nunca assistiu, ela é ótima. Gosto dos comentários dela e ela faz juz a sua fama. Bom, o programa iniciou com uma foto da Bela e do Edward- era do cartaz do último filme. Tá, teve a entrevista com os três personagens principais blá blá blá e ai apareceu uma reportagem feita com as "Twilight Moms", mães, fãs da saga. Bem vou direto ao assunto. Parece ridículo mulheres maduras, casadas e mães de família que no porão de suas casas possuem uma sala toda decorada com fotos dos personagens uma tevê imensa, todos os livros, dvds enfim, tudo (com direito a um Edward feito de papelão com altura real, utilizado para tirar fotos ao lado). Detalhe: Elas fazem sessões de cinema, pré-estréias com direito a roupa chique, fotos e filmagens em um tapete vermelho. Parece ridículo, mas não é. Uma das integrantes explicou a razão dessa fissura, ela foi bastante simples "Nos faz sentir o primeiro amor, como tínhamos esperança de viver um amor arrebatador assim. Hoje temos filhos, contas e marido, é um modo de reviver o sonho do amor". Não sei se sou muito sensível (bem provável) mas após essa declaração, a respeitei muito e até senti uma pontada de pena (sei que não é algo bom de sentir porém...).



O sonho do amor. Em outras palavras, pareceu-me que ela simplesmente declarou que é uma fuga da realidade... Por que a gente se contenta com algo que não é o que sonhamos? Por que vivemos uma vida que não nos faz feliz? Pq? Pq é tão fácil perguntar mas não responder?


Não sei quanto a vocês, mas sou fã dos livros da Stephenie Meyer. Sou fã do caráter do Edward e do abdomem do Jacob.rsrs Brincadeiras a parte, sei que existem pessoas que não gostam da história, mas eu gosto. Me atrai o amor intenso que Bella sente pelo Edward, tenho vontade de sentir isso (mesmo sendo surreal e inatingivel- será?) e tenho medo disso.


Estranho né? Ao mesmo tempo em que queremos muito algo, temos medo. Dá para entender vai, temos receio de ser dependentes demais, grudentas demais, entregues demais e caso não dê certo não ter um plano B (tirando os kgs extra, overdose de chocolate e potes de sorvete). Enfim, somos c*zonas mesmo! rs A gente fala aos 4 ventos que queremos um relacionamento, nos emocionamos ao vermos casais no shopping (tá eu me emociono), e de repente quando PODE acontecer, amarelamos.


Cada dia me surpreendo mais, conheço mulheres lindas, inteligentes e todas falam que não dão sorte no amor. Não dão sorte, ou não se dão a chance?


Vamos pensar juntas? Vc quer ser uma "Twilight Mom"?? Pois bem querida eu não! Eu quero ser a Bela da história, a que vive um amor arrebatador intenso e verdadeiro. Mas sei que para isso medos e traumas devem ser superados e por que não esquecidos?


As vezes o homem da sua vida pode surgir de um momento para o outro de forma inesperada e não virá montado em um cavalo branco (experiência própria o meu veio de chuteiras! rs), mas se você não estiver tranquila e aberta a possibilidades, ele pode passar "batido"... Não deixe isso acontecer, viva, arrisque se entregue sem medo. O máximo que vai acontecer é você colocar mais uma desilusão no currículo - o que também ensina. Deixe alguém provar que é merecedor do seu amor (sim hj em dia quem se interessa por vc, tem que provar que merece você e vc tem que SIM analisar antes de se entregar).

Resumindo: Sabe aquele cara que é interessado em você e em um primeiro momento não chamou sua atenção? Dá uma segunda olhada, analisa por um outro ângulo... Quem sabe não será ele o pai dos seus filhos, e o seu companheiro para a vida inteira?








quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Novos relacionamentos, comportamentos antigos



E lá vamos nós novamente. Quando relaxamos e pensamos "aprendi a lição", e que agora ta tudo (você) sob controle...

A insegurança e a dependencia arrombam a porta: "SURPRESAA! VOLTAMOS!!".


Tudo brilha com ele, tudo é lindo, ele é lindo..."Ai como eu o amo, ai ele me ama também..." Diversos "Ais", cinemas, fotos e meses de namoro depois lá estamos nós fazendo, fazendo, fazendo nos entregando, entregando entregando... e na hora do retorno.... Cri, Cri, Cri... Só um silêncio tão profundo que vc até escuta aquele grilo que toca no celular quando o vácuo toma conta.


Aí bate aquela revolta né? "Pô como assim não vai dar para a gente se ver?", "Como assim ta cansado?" ,"COMO ASSIM??" E pensamos "HEY EU TB TO CANSADA, EU TB TRABALHO e mesmo assim faço de TUDO para que a gente fique junto o máximo de tempo possível!!!"


THANAAM! Sem percebermos viramos satélites da pessoa amada! Aquele comportamento inseguro desesperado e dependente retorna, e logo estamos chorando desapontadas, pois as coisas não sairam como planejávamos.


Não sou excessão. Ainda fico fascinada com o efeito que a paixão tem sobre mim.

Fico extasiada, embebida em tamanha sensação, quase hipnotizada ( embebida não é bêbada, embora minhas ações as vzs são impensadas tal como se estivesse alcoolizada) . Você deve pensar "Uau! Hipnotizada que lindo!", pois eu te digo "Que merda!".


Como é péssimo você se decepcionar quando esperava do outro aquilo que para você seria fácil fazer, porém para o outro simplesmente não é prioridade. Como dói sentir os sabores amargos da decepção e tristeza.


Sou do tipo que sempre me sacrifico para que as coisas deem certo. Sejam minhas horas de sono (quando ao invés de ir para casa descansar fiquei fazendo "hora" na esperança de me encontrar com ele- e ele é claro não pôde pois senão se atrasaria), gastos no cartão de crédito (mesmo sabendo que precisarei de uma cartola mágica no final do mês para conseguir pagar) ou até mesmo um programa (que geralmente a gente cancela em cima da hora para poder sair com o bofe). E é EXATAMENTE aí que está o erro.

Analisem comigo...


Não sei quanto a vocês, mas tem dias que precisava ser a super-mulher. É sério, acordo as 4:40 (leree leree) pois meu estágio é das seis ao meio dia, malho, vou para casa dormir duas horas para aguentar a noite ir para faculdade. Volto quinze para meia noite, fecho os olhos e quando menos espero a porcaria do despertador está berrando na manhã seguinte, e começa tudo de novo. No meio dessa rotina ainda tenho que pegar ônibus lotados, olhadas nada simpáticas, cantadas de pedreiro, muita correria e um sono sobrenatural (quem me vê dormindo no ônibus deve achar que tenho narcolepsia). Enfim. Mesmo com tudo isso de segunda a sexta, ainda consigo viajar 7 horas para ficar junto do meu amor e ainda arranjar disposição para cozinhar, andar e fazer o que tivermos vontade, afinal só de estar junto já vale a pena.


Bom, agora já deu para ter uma idéia do que estou me referindo né? Estou falando de todos os momentos em que você colocou o outro em primeiro lugar e esqueceu de si mesma. Você podia estar cansada, com fome, convidada para a festa de estréia da nova novela das oito (eu e minha mania de exemplificar) e mesmo assim deixou tudo de lado para passar alguns momentos ao lado dele. Aí vc se pergunta "O que tem de errado em se doar a quem amamos?" eu respondo "Nada!" contanto que você secretamente não espere retorno. Faça, mas não espere que o outro faça o mesmo. E aí, você consegue? Pois eu te digo, eu não!

Eu faço faço faço e no mínimo espero o mesmo (no mínimo) e aí quando esse mínimo não vem, pronto! Começa o quebra pau! Ficamos irritadas, tristes e decepcionadas e aí vamos direto para aquilo que sabemos fazer bem: cobrar! E dá-lhe cobrança daqui, cobrança de lá "Você não me leva a sério", "Não percebe o quanto eu faço" e o cara pensando "Onde fui amarrar meu burro? De que diabos ela está falando?".


O que fazer? Ser ESPERTA. Faça o que desejar mas sem sacrificio, sem sair da sua rotina (afinal ele sai da dele?), sem deixar de lado a SUA vida para facilitar as coisas. Facilitar. Não facilite nada, até parece que você faz parte de uma propaganda de financiamento: "Facilite sua vida! Me namore!". Não tem nada que facilitar. Tem sim que se abrir, conversar, agradar ser agradada, manter e as vezes ceder (quando for possível e sem te prejudicar).


O maior erro que podemos cometer é esquecermos de que temos nossos sonhos, nossa família, nossas vontades.


As vezes estamos tão envolvidas, ta vai, vou falar por mim. As vezes estou tão envolvida que de repente minha vida só fica alegre ao lado dele e ele se torna o centro de tudo.


Chego a esquecer do principal: eu me basto.


Para ser feliz e me sentir realizada, eu é quem tenho que correr atrás dos meus sonhos e não comodamente depositá-los no ombro do ser amado (como se ele fosse toda a fonte de alegria). É claro que ter outra pessoa ao nosso lado nos completa, faz a gente se sentir mais feliz, mas temos que saber do principal: nossa vida nos basta. Sem esse desespero de "Aii ele é minha vida". Então quer dizer que vc nunca sorria antes de conhecê-lo? Não se divertia saía com a família ou amigas? Para né?! Relacionamento não é fácil, é querer, aprender e caminhar junto por escolha de ambas as partes, cada um fazendo o seu 50%.


Devemos saber: Eu quero estar com ele, mas não preciso dele.


Minha vida ficou muito mais fácil quando percebi que apenas uma pessoa é responsável pela minha felicidade: eu mesma.